quinta-feira, 13 de maio de 2010

Plantas que comem outras criaturas?


Parece um experimento genético que deu errado. Mas, na realidade, não há nada de anormal nisso: plantas carnívoras existem há milhares de anos. Há mais de 500  espécies diferentes dessas plantas, com preferências alimentares variado de insetos á aranhas e ate pequenos organismos aquáticos de uma ou duas células. Para ser considerada carnívora, uma planta prescisa atrair, capturar, matar e digerir insetos ou outro pequenos animais. 

Ela “come” carne humana?
Bem, como qualquer proteína a carne humana pode sim ser digerida pelas enzimas da planta, desde que estejam em devidas porções, é claro! Vamos saber como funciona:

_ As DIONÈIAS possuem enzimas digestivas onde extraem compostos nitrogenados das suas “presas” para seu próprio aproveitamento. São normalmente habitantes de solos com pouca disponibilidade de nitrato( essenciais para a síntese de moléculas de clorofila), dependendo assim do nitrogênio contido nas proteínas dos animais. Porem esses vegetais, possuem mecanismos de auto alimentação, através da fotossíntese( como todos os outros). Não necessitam de proteína animal diariamente, para sobreviver.

A proteína animal funciona apenas como um suplemento alimentar, deixando-as mais resistentes e bonitas. Se a planta tiver luz, e água, não sairá do solo a proucura de um animalzinho indefeso e tão pouco morrerá de fome. Geralmente preferem insetos, e algumas até encaram pequenas pererecas e até pequenos pássaros para complemetar sua dieta. Para isso fazem uso de líquidos viscosos e grudentos para prender a presa e evitar que ela fuga!

As dionéias conseguem diferenciar insetos e detritos não comestíveis que possam cair na sua armadilha. Isso acontece devido aos pêlos sensitivos que se encontram na superfície dessas plantas. Um inseto que cair dentro da armadilha parcialmente fechado continuará se debater na tentativa de escapar, isso garante que ao menos um( se não todos) os pêlos sensitivos sejam tocados. Isso é o sinal para fechar totalmente a armadilha.
Objetos inanimados como pedras, galhos e folhas que caírem na armadilha ou objetos que sejam colocados lá( que criança consegue resistir em colocar a ponta do lápis dentro da armadilha para vê-lá fechar por ex?), não se movimentaram, pois os pêlos sensitivos não foram acionados. Se não houver estímulos, a armadilha continuará em seu estado inicial parcialmente fechado até que a tensão possa ser restabelecida nas folhas da armadilha. Esse processo demora cerca de 12 horas, ao final das quais as folhas voltam a se abrir.

Veja algumas espécies dessa exoticidade!
Nepenthaceae-As plantas desta família possuem na ponta de suas folhas estruturas semelhantes a jarros, sendo na verdade continuações da própria folha modificadas, com as bordas do limbo unidas formando uma ânfora. Sobre a abertura desta ânfora encontra-se uma estrutura semelhante a uma "tampa", normalmente colorida, servindo de proteção estática para que a armadilha não se encharque. Isso faz com que apenas uma porção de líquido encontre-se em seu interior, e é neste líquido que insetos, aranhas, e mesmo pequenos pássaros ficam presos ao escorregarem para dentro do tubo.
 
Drosera Montana, planta carnivora comum no cerrado Brasileiro.
 

Sarraceniaceae
Esta família consiste de plantas carnívoras com folhas saindo de um rizoma subterrâneo, folhas estas unidas pelas bordas formando um comprido jarro, semelhante à família Nepenthaceae. Compreende os gêneros Sarracenia, Darlingtonia (ambas naturais da América do Norte) e Heliamphora (natural da América do Sul), todos estes gêneros semelhantes entre si, diferindo mais explicitamente apenas na estrutura do prolongamento superior da armadilha (a "tampa").
Encontradas na sua maioria em climas temperados, as plantas entram em um período de dormência nas épocas mais frias do ano.


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